7/12/2009

Sul Real (Ferréz)

Sul real

Dia 31 de junho, 2 horas da madruga, estou voltando de Ilha bela com o Eduardo e o Maurício, no carro do Eduardo.
Fomos levar material para forrar um palco de um evento, onde o Eduardo e sua empresa estão trabalhando, montagem de tendas.
O lugar é muito bonito, mas tem aquela cara nojenta de tudo que é exclusivo. A todo momento ouvimos que tudo é para membros do clube, na verdade é para não deixar que seja para todo mundo, carros pagam quase 30 reais para entrar na ilha, e caminhões 130,00.
Os bares pequenos, os mercadinhos, tudo remonta a um lugar humilde, mas tudo cai por terra quando se chega ao clube de iates.
Bom, a verdade é que levamos o material, tomamos um café preto e voltamos para sampa, mais de 3 horas para chegar, passamos a ponte João dias e todo mundo já tava com uma fome monstra, paramos no Frango frito.
Ninguém previa, mas quando saímos de lá, o carro quebrou imediatamente, tava suave de mais, ver um lugar como Ilha bela e voltar pra sul sem sofrimento.
Empurramos pra calçada mais próxima, que tinha uma construção, não notamos o que era, pois estávamos preocupados com o carro que não funcionou mais, não teve jeito.
Ligamos pro guincho, e eu sentei na calçada para ligar para a Elaine vir me buscar, peguei o telefone e comecei discar, nisso uma viatura começou a circular até que teve coragem de chegar.
O Eduardo e o Maurício estavam dentro do carro, o policial chegou em mim.
- Tudo bem por ai?
Eu falei tudo bem, ele perguntou o que aconteceu, eu disse que o carro havia quebrado, perguntou se era meu, eu falei que era de um amigo que estava lá dentro, nisso uma policial feminina veio e ficou atrás de mim, foi quando olhei para traz e vi que estava em frente a uma agência do Bradesco em reforma.
Ele foi até os dois e mandou sair, eles saíram, ele pediu os documentos e começou a abordagem, eu não acreditei, com o carro quebrado e passando por aquilo, fui neles e falei se era uma abordagem, ele pediu meu documento e me mandou encostar, eu me neguei a encostar, dei o documento e voltei para a calçada, liguei para a Elaine novamente e ela falou que estava a caminho.
Foi quando começou a chegar várias viaturas, eu continue sentado, e quando vi eles já estavam revistando o carro, eu reclamei alto que em vez de ajudar, virou uma abordagem.
O primeiro policial se aproximou e disse que estavam havendo muitos assaltos a banco, e que nós paramos logo ali, eu disse que o carro num escolhe lugar para quebrar, ele falou. - Azar.
Nisso chegou mais 2 viaturas, e logo agente tava no meio de um batalhão inteiro.
A Elaine chegou e esperou ao lado, foi quando parou mais uma viatura, desceu um policial que não se identificou, todos estavam sem identificação e começou a perguntar onde o Eduardo morava, eu sai de perto e fiquei olhando eles revistando com a lanterna o carro, revirando tudo.
Voltei para sentar onde estava. A Elaine disse que não podia demorar, pois havia deixado minha filha sozinha em casa, dormindo.
Eu fui até o Maurício para falar, e ele estava dizendo onde morava para o policial, então ele me perguntou onde morava.
- O que?
- Onde você mora?
- Policial, meu carro quebrou, o que tem a ver onde moro?
- Onde você mora, responde, porra!
Eu me neguei a falar, ele pediu meu documento, eu disse que já estava com o outro policial, ele mandou eu por a mão para traz, eu falei que aquilo parecia brincadeira, foi quando ele levantou a voz e disse que era uma ordem legal, se não botasse a mão para traz ele ia me dar voz de prisão.
Eu perguntei se ele sabia quem eu era (pra quem não sabe, no Brasil essa frase é tudo).
Foi quando outro policial disse que eu era o cara que trabalha pro Serra.
Me indignei e perguntei.
- Pro Serra? Quem disse que trabalho pro Serra?
- pra TV de lá, a TV do Serra, caralho! Falou o outro policial.
- Policial, eu não trabalho pro Serra, eu trabalho na TV Cultura, que é pública. Respondi, tentando ponderar a conversa.
- Pau no seu cu e no do Serra! Gritou o policial que me abordou primeiro.
Foi quando falei que agente tinha trabalhado até àquela hora, que o carro tinha quebrado e que os outros policiais estavam fazendo a abordagem, ele veio pra cima de mim, e mandou por a mão para traz, eu levantei a voz e disse que ele estava de brincadeira, foi quando outro policial ao lado me deu um murro no ombro, e ai perdi a linha.
Gritei que não era assim não, que ele não sabia quem eu era, ele sacou a algema para me prender e o Maurício entrou no meio dizendo que não precisava disso.
Minha mulher começou a querer ficar perto de mim, e eles a cercaram e mandaram ela sair virou um tumulto geral, e quando olhei tinha outro policial com a arma no meu pescoço.
Depois disso todos se afastaram de mim, e ficaram 40 minutos puxando nossos documentos, 40 minutos de enrolação, e eu pensando na minha filha em casa sozinha.
O policial que havia me dado ordem de prisão se aproximou de mim e disse ao entregar meu documento.
- Você ta mais calmo?
- Eu sou calmo.
- Agente ta fazendo o trabalho da gente.
- Você nem me perguntou o que aconteceu com meu carro, sabe por que, porque vocês tão preocupados com o patrimônio, não com a gente.
- Eu perguntei onde você mora porque você num falou logo.
- Eu não acho que isso tem a ver, o carro quebrou, não interessa se moro num barraco ou numa mansão.
- Eu não perguntei isso, perguntei onde você mora, para saber se vocês tão indo pra casa.
- E se eu não estivesse, direito de ir e vir.
- To falando numa boa, se quiser encrespar, agente encrespa.
- Policial, agente num ta falando numa boa, eu não posso nem argumentar.
- Foda-se. Você falou que eu não sabia quem era você, quem é você?
- Eu sou Reginaldo Ferreira da silva.
- E daí?
- Daí que meu carro quebrou, se fosse do outro lado da ponte vocês chegavam e perguntavam se eu precisava de ajuda como é aqui, quase acabei preso.
- To falando numa boa amigo, se quiser eu encrespo, fica na moral.
Então vi que aquilo não dava pra chegar a lugar nenhum e disse. - Tá, pode falar.
- To tentando fazer meu trabalho, aqui é Zona Sul, muito assalto a banco, história bonita eu ouço todo dia.
- Ta, eu tenho que ir, minha filha ta sozinha, e sei que vocês tão preocupados com o patrimônio ai do banco, que agente não interesse, nem me perguntar o que aconteceu você perguntou.
- Vai tomar no seu cu, eu pergunto o que eu quiser você sabia que seu amigo ai tem um 121 (assassinato).
- Tem o que?
Nisso o Maurício colou e falou que o policial não sabia o que estava dizendo, e ele respondeu.
- Mas pode ter, você ta entendendo? Se eu quiser encrespar eu encrespo.
Eu olhei pra minha mulher, pensei na minha filha, e fiquei quieto.
- Ta aqui seu documento, ta aqui a multa.
Você multou agente?
- Multei, carro estacionado na calçada.
- Mas o carro quebrou.
- Não é problema meu, empurrasse até um estacionamento.
O Maurício tentou argumentar que tiramos da rua para não atrapalhar o trânsito.
- Quem tem um Audi pode pagar multa, se vira.
Eu falei que tudo bem, que agente pagava.
Ele virou as costas e disse.
- Claro, você tem dinheiro pra pagar?, sabe quanto eu ganho? e tem mais, você num trabalha pro Serra? Quebra lá com eles.
Eu desisti de falar que trabalhava pra TV Cultura.
As viaturas foram saindo uma a uma, ficamos lá no escuro, com o carro quebrado, esperando o guincho e com uma multa na mão.
Sabe qual foi a ultima frase do policial?
- Vocês deveriam agradecer que agente ta averiguando isso tudo, é para sua segurança.

7/09/2009

Esta no forno...

Em Alguns dias, o DVD do Documentário Literatura e resistência estará na rua.
Já o livro Cronista de um tempo ruim, meu primeiro título de crônicas e primeiro lançamento do Selo Povo está entrando na gráfica. Agora ninguém controla nossa história.
e não para por ai.
depois dos lançamentos os próximos são:
Cernov (Amazônia em chamas) o primeiro livro da escritora representando Rondônia e as mulheres na Literatura Marginal do novo século.
Lima Barreto (Rio de Janeiro) traremos um livro para mostrar o cara que começou toda essa mudança na litera-rua.
Cidinha Silva (Minas Gerais) a escritora e militante num livro que promete revolucionar.

em breve.
FZ

7/07/2009

Arraial Interferência

Nesse último sábado dia 4 de julho a comunidade do Jardim Comercial fez acontecer a nossa quermesse na travessa Santiago.
as ensanhadoras foram Evanice e Larissa, e o ensaiou foi duro.
Quem era teve orgulho e quem não era virou, e nordestino,agora não é mais ofença é elogio ser chamado assim. foi nesse dia que honramos nossas raízes, fazendo uma quermesse de verdade, regada a carinho e com muita comida típica.
as prendas foram por conta da Dag, êta tia firmeza sô!
e a felicidade decidiu chegar e ficar na viela.
Ano que vem tem mais, e todo sábado continua nossa dose de felicidade no Interferência. Ferréz/Evanice agradecem a todos que sorriram nesse dia.
Ah! essa foto é relíquia, eu trabalhando...

Eu recebi vários e mandei vários com outros nomes também, bilhetes do amor, o bicho pega quando chega um.

ôpa! a biblioteca virou restaurante.
Janela mais linda da Sul.

Óia o noivo chegando....

Sorriso sem preço.

Decorando a quebrada, as crianças dominaram tudo.
elas que fizeram a cena toda.

Quem disse que não dá para mudar?


Comilona. Geovana.

ôpa! olha essa bambú no meu ouvido.
o Guinho que tá ai na foto trouxe todos os bambús, só não disse onde arrumou.


O nosso cartaz, leva uma pra ver.

Todo mundo feliz, que loko.


Eu juro que ainda tô de regime.


Olha o arco como ficou chapado.

Adriana e Gara.

Agradecimentos a Elaine que tirou as fotos comigo, a Loquinha do Marquinhos que ficou na barraca das argolas, a Adriana que ficou na barraca do Palhaço, ao pessoal que montou o Cafofo do amor, a Maria do Régis e sua família que fizeram a barraca do bolo (bom demais), ao Ronaldo que cedeu sua casa pra todo mundo usar, e que também deu o som, a Dag que mandou o som, mas ele não pegava pirata, ao Edu da barraca de pastel, ao churrasqueiro Ceará, bom, as irmãs do Alemão que ensaiaram e montaram tudo com a gente e as crianças que frequentam o Interferência e tumulturam tudo, é nóis.
FZ, Evanice, Dag.

7/02/2009

Do outro lado de lá.

A antologia de contistas brasileiros, "Il Brasile per le strade", lançada em março de 2009 pela Editora Azimut. tem entre outros Pedro Maciel, Milton Hatoum, Sérgio Sant'Anna, Dalton Trevisan, Ferréz e mais 12 escritores participam da coletânea.
América Latina Brasil pelas ruas (ou pelas estradas).
Para cada história, um autor e um lugar: a cidade, um lago, uma estrada, um semáforo, o cais de um rio, uma ponte sobre a periferia ou de uma sala que flutua na solidão subterrânea, a marginalidade de uma favela.
Dezenove histórias, entre elas o inédito O.M.N.I (Objeto Matador Não Identificado) do escritor paulista Ferréz, que dispara uma narrativa seca e recheada de lirismo, fazendo juz ao título de novo autor brasileiro.
Este não é um guia. Aqui, a viagem é íntima. Aqui, a linguagem e narrativa da criação é o veículo que conduz o leitor para a descoberta de um novo Brasil, por vezes surreal e visionário, mais exótico, mais urbano, ou inversamente íntimo, visceral, canibalizado.

já na França Paulo Lins escreve prefácio inédito para o Manula Prático do ódio que chega as livrarias em breve.

Trecho do prefácio.

"Manual prático do ódio não revela o que é a pobreza unida às armas e as drogas, mas o pensamento de quem nasceu dentro desse universo. E São Paulo vai apodrecendo em cada página, em cada palavra desse Romance."

Paulo Lins.



6/30/2009

Facção Central e Ferréz no Maria Mariah

Esse mês terminou com chave de ouro, junho vai embora e tráz julho com mais esperança e trabalho.
Rolou uma festa no Maria Mariah na Kennedy, Facção Central entrou com o rap ideológico a milhão. O Show, Espetáculo do circo dos horrores, que dá título ao disco duplo do Facção, eleito pelo público como o grupo mais contundente do rap nacional.
Dum Dum usando 1dasul faz a performance enquanto Eduardo hipnotiza o público.

Moysés se prepara para entrar, atualmente fazendo disco solo, ele é mc do A286 e canta no Facção.

Gil, Maurício e eu.

Idéia forte, para a quebrada que sai na madruga para ouvir rap.

A frase mais lida na Zona Super de sampa city

Será que o rap tá em crise? só se for pra quem não sai pra assistir os shows.




6/28/2009

MILI FITA (zona super de sampa city)

A nova cara da quebrada.
Interferência social a milhão...pouco discurso e muita ação. O estúdio 1dasul virou depósito para a quebrada, assim que é e assim que tem que ser.
Olha a fila mais bonita do mundo.

A vida não é só de desvantagem, e nem todas grades são iguais.


O coelhão Ferréz e a Coelha Evanize, linha de frente na biblioteca Interferência.

Aqui fábrica de talentos, interferência a milhão para mudar a quebrada pra melhor. dia 4 agora tem nossa primeira quermesse, totalmente feita pelos moradores (leia-se crianças).
A quermesse é tradicional, ou seja vai ter dança, barracas, fogueria, como tem que ser.
dia 4 desse mês, a partir das 6 da tarde. travessa Santiago. Jardim Comercial.
A gráfica do André, no Jardim Irene tá a milhão pra fazer os convites da festa 100% favela de setembro, a auto gestão periférica.

Entrevista, ou conspiração? Sérgio Vaz ficou mais maduro hoje (domingo) só que as velas não couberam no bolo...
em breve entrevista com o agitador da quebrada e poeta no Interferência, TV cultura.
Paulo Lins no Interferência, entrevista na Barraca do Saldanha, ele fala sobre o novo livro que sai em breve e muito mais.

Fórum de sustentabilidade, na platéia Maurício DTS, eu, Raimundo (meu pai) e minha irmã.

e vai que vai, daqui um mês tá pronto o primeiro livro do Selo Povo, Cronista de um tempo ruim.
mais detalhes sobre a quadrilha literária www.selopovo.blogspot.com
abraços
Ferréz












6/26/2009

Certezas pelo ralo (Cronista de um tempo ruim)

Certezas pelo ralo (Feréz)

Periferia, vários ritmos uma única via.
O mano que bebe e chama no grau, o bang loko que só mata no natal.
Um por um, o Golf não é mato, aqui o carro é tão importante que vira companheiro e sobre nome. – aquele ali é o Renato do Pálio.
Mais fácil é policial militar andar de Prêmio parcelado.
Estrago. Arrisca o estado ao fazer o cidadão andar armado, na verdade andar de farol auto é arriscado nesses bairros, é a dica do delegado.
Na contra mão com o cavalo, a moto é a nova companheira do periférico, que sabe se portar pistola tem risco imediato de ser preso, mas se andar desarmado, pode ser finado.
Já diz o ditado pregado nos carros, num méxiconóis, que ta arrombado!
Sou principado, dentro e fora de tudo isso, difícil não ter envolvido um aliado, a cerveja vendida no posto na madrugada faz estrago,
E o inocente queria ver a filha, cruzou a avenida, bateu numa árvore de concreto e virou finado.
Muita gente, pouca sabedoria, assim olha pra gente a elite no dia-a-dia, mas depende de tudo pra viver sua vidinha.
Por traz da máscara da alegria, dos bares e igrejas super lotados, te provo desgosto e ironia.
Cabeça baixa da dona Maria, político que só passa na periferia de carreata, assim oh! Na correria.
Pro morador que trabalha todo dia, todo dia, todo dia. No ônibus se expressa, que no governo o que reina é a patifaria.
O pais periferia se resume em uma rima.
Autos lucros, baixa estima.
O que te falo é quente chegado, feriado, nada pra fazer no barraco.
A rua tem olho estralado por todo lado, jogando no nariz o que daria pra cobrir um estádio, de branco, pra promover paz no gramado, pra ser exemplo pros moleques que sonham em ser Ronaldo.
Preço pago, e foi auto, o povo pilotado, ordenado, cada um sendo humilhado por um baixo salário.
E o estado? Ta lá, todo emparedado, com móveis coloniais em plena mudança de século, vivendo do cheiro mofado dos velhos príncipes, de restos de um império forçado, respirando ares aristocráticos.
Enquanto isso, no pais cenográfico, Robocop fecha avenida pra se mostrar ocupado, pra se exibir como representante do estado, aliás único representante que chega nesses lado.
E o resultado? A vida é paranóia desse lado, farol fechado, passa embriagado, se trombar com maluco errado sem boi, exterminado.
Transito parado, sinal de moto é o recado, portou baseado é esculachado, não vai fugir da realidade que agente montou seu arrombado.
Se não achou foi pra mente, hoje é pouco o mato, amanhã é viciado.
O que te falo, meus conselhos foram enterrados, quando minhas certezas desceram pelo ralo, numa viela com vários barracos, onde todo inocente vira culpado.
Quem fez o estrago, o dinheiro da saúde deputado, o imposto desviado, o mau caráter no senado, o país mal representado.
Na real, sem frase de efeito, nem recorrer a palavra de dicionário, uma única regra pra esse novo povo-palhaço, que vota e é condenado.
O que te falo, situação do povo ta um fiasco, alguns poucos enriquecendo, outros morrendo pra manter o conquistado, e o salário da maioria é mal pago.
O necessário? Agente ainda tem que dar a direção do que fazer pra esses arrombandos, que não sabem nada de nóis, e não andam de buzão lotado, que não vivem um minuto com alguém do povo ao lado, a não ser ler livro ou texto de um de nós quando somos publicados.
Dividir as riquezas do estado, com o operário? Isso é um sonho muito louco um dia imaginado, mas repreendido e assassinado, aqui o que é meu fica comigo, morro pregado nisso, num do boi pra safado, é a fala do sistema criado.
O que te falo, meus conselhos foram enterrados, quando minhas certezas desceram pelo ralo, numa viela com vários barracos, onde todo inocente vira culpado.
texto parte integrante do livro: Cronista de um tempo ruim, mês que vem nas quebradas.
Ferréz